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23/09/2026
FONTE: Assessoria de Comunicação PMA

Assis promove formação sobre Letramento Racial para aproximadamente 500 profissionais da Educação


A Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Ensino de Assis promoveu, nos dias 21 e 22 de setembro, na Unesp, uma importante ação de formação continuada voltada à educação para as relações étnico-raciais. A iniciativa reuniu aproximadamente 500 profissionais da Educação em três palestras sobre Letramento Racial. A Secretária Municipal de Ensino, Maralice Chiampi, esteve presente no evento.

Participaram da formação gestores de escola, membros do Comitê dos Direitos Humanos, professores, membros do Conselho Municipal de Educação e representantes de municípios da URE Assis. O encontro fortaleceu o compromisso com práticas pedagógicas voltadas à equidade, ao respeito à diversidade e à construção de uma educação antirracista.

Durante as palestras, o palestrante Robson Silva Ferreira — advogado e Coordenador de Políticas para a População Negra do Estado de São Paulo, da Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania — destacou que o letramento racial é um processo educativo contínuo. Ele capacita indivíduos a reconhecerem, interpretarem e desconstruírem o racismo estrutural e as microagressões presentes no cotidiano, ampliando a compreensão sobre como as relações raciais são construídas socialmente e como o racismo pode se manifestar nas relações, na linguagem, nos materiais didáticos, nas práticas institucionais e nas experiências vivenciadas pelas crianças.

A formação ressaltou que falar sobre relações étnico-raciais no ambiente escolar não significa trabalhar o tema apenas em datas comemorativas. Trata-se de uma responsabilidade permanente da escola, presente no currículo, nas relações interpessoais, nas escolhas pedagógicas, nos espaços escolares e nas diferentes experiências de aprendizagem oferecidas aos estudantes.

Letramento racial: conhecimento que transforma práticas

Para os profissionais da Educação, o letramento racial é uma ferramenta importante para ampliar o olhar sobre situações que muitas vezes são naturalizadas no cotidiano escolar. Comentários sobre aparência, cabelo, cor da pele, características físicas, origem ou cultura de uma criança podem reproduzir preconceitos e estereótipos, mesmo quando apresentados como brincadeiras ou comentários sem intenção de ofender.

Nesse sentido, a formação dos educadores possibilita identificar, problematizar e intervir pedagogicamente diante de situações de racismo, discriminação e preconceito, contribuindo para que a escola seja um espaço de acolhimento, pertencimento, respeito e valorização das diferentes identidades.

O tema também reforça a importância de que professores e equipes gestoras reflitam sobre suas próprias práticas: quais personagens aparecem nos livros utilizados em sala? As crianças encontram diferentes representações de pessoas negras e indígenas nos materiais pedagógicos? Como são abordadas as diferentes culturas? A diversidade está presente nas histórias, brincadeiras, músicas, imagens, projetos e experiências propostas às crianças?

Essas reflexões contribuem para que o currículo escolar contemple diferentes perspectivas históricas e culturais e possibilite às crianças reconhecerem a diversidade como elemento constitutivo da sociedade brasileira.

A iniciativa reafirma o compromisso com uma educação que contribua para a formação de crianças, desde a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, como sujeitos capazes de reconhecer diferenças, combater preconceitos, respeitar identidades e participar ativamente da construção de uma sociedade mais democrática, inclusiva e livre de práticas racistas.

Assessoria de Comunicação PMA
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